Após uma estreia "em grande" possibilitada pela publicação de um belo texto da nossa colaboradora Jo F, cabe-nos desde já confessar as nossas dificuldades em cumprir os prazos relativos à publicação do texto seguinte.
Perante as referidas dificuldades, comprometi-me a publicar o próximo texto que vos passarei a apresentar. A publicação do mesmo será feita no próximo fim de semana (13/14). Esta demora adicional explica-se pelo facto de, por um lado, esta se tratar de uma solução de recurso, e o referido texto ainda não se encontrar redigido e, por outro lado, pela limitada disponibilidade que o final de um semestre de Mestrado nos oferece. Por este facto, apresento as minhas desculpas.
Todos nós conhecemos inúmeros títulos estranhos, misteriosos e sugestivos que suscitam múltiplas interpretações. "Carta a um futuro filho", decerto, não se incluirá neste lote.
De facto, sobre um título tão simples e claro, o que se poderá dizer ao leitor de modo a que este não julgue arrogante ou desnecessária a redacção deste prefácio?
"Porquê uma carta?" - é uma pergunta possível.
Talvez por este género textual ser o que mais facilmente me permite expressar a preferência pelo recurso a um narrador de 1ª pessoa, protagonista da "história" (autodiegético) e o seu necessário diálogo, apelo ou rejeição de um "tu" a quem se dirige. Talvez ainda por, neste caso específico, não se tratar verdadeiramente de um diálogo (não há a resposta do "filho"), mas de um desejo de diálogo e, tal como na vida real, não podermos falar pela boca dos outros mas apenas pela nossa.
"Porquê a um futuro filho?" - outra boa pergunta
Neste ponto sinto-me tentado a apelar à sensibilidade e compreensão das minhas leitoras... Mas, em pleno século XXI, será ainda educado ou correcto acreditar em "instintos maternais"?
Conheço feministas que não me perdoariam este vergonhoso ataque ao reconhecimento da sua liberdade sexual, esta velha referência e confiança no sonho feminino de "ser mãe". (Aliás... As mesmas feministas poderiam certamente reflectir demoradamente sobre a minha escolha por um "filho" e não por uma "filha") Adiante...
E o que pensará um homem sobre esta questão? Aqui a coisa complica-se porque, como é de conhecimento geral, as "coisas de homens" não se contam a mulheres..... nem a homens.
Quantos de nós possuem (por vezes até sem o saber) o sonho de terem um/a filho/a? Não sendo esta uma mera pergunta retórica, não sei avaliar até que ponto os leitores se poderão identificar com a temática deste texto... (De resto, aproximando-se a quadra natalícia, talvez a temática escolhida possa recuperar um pouco da simbologia cristã do milagre de um nascimento desejado).
Resta-me assim apenas desejar que o assunto escolhido não seja sentido como demasiado pessoal ou autobiográfico e que, partindo de um desejo e sentimento reais do autor do texto, possa, todavia, suscitar algum interesse aos seus leitores.
Até ao próximo fim-de-semana
Samuel
Conheço feministas que não me perdoariam este vergonhoso ataque ao reconhecimento da sua liberdade sexual, esta velha referência e confiança no sonho feminino de "ser mãe". (Aliás... As mesmas feministas poderiam certamente reflectir demoradamente sobre a minha escolha por um "filho" e não por uma "filha") Adiante...
E o que pensará um homem sobre esta questão? Aqui a coisa complica-se porque, como é de conhecimento geral, as "coisas de homens" não se contam a mulheres..... nem a homens.
Quantos de nós possuem (por vezes até sem o saber) o sonho de terem um/a filho/a? Não sendo esta uma mera pergunta retórica, não sei avaliar até que ponto os leitores se poderão identificar com a temática deste texto... (De resto, aproximando-se a quadra natalícia, talvez a temática escolhida possa recuperar um pouco da simbologia cristã do milagre de um nascimento desejado).
Resta-me assim apenas desejar que o assunto escolhido não seja sentido como demasiado pessoal ou autobiográfico e que, partindo de um desejo e sentimento reais do autor do texto, possa, todavia, suscitar algum interesse aos seus leitores.
Até ao próximo fim-de-semana
Samuel
1 comentário:
Querido Samuel.
Apesar da tua explicação, mantenho a ignorância sobre o que vai sair. Não tenho grande ideia, mas certamente que será digna do teu já reconhecido talento.
Um beijinho.
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